Princípios e Valores-novo

O Caminho da Mata Atlântica adotou os Princípios e Valores do Montanhismo Brasileiro, cunhado pela Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada (CBME) que abordam três grandes temas: Diversidade de Oportunidades de Visitação em áreas Naturais, Direito de Acesso e Responsabilidade, organizados em 11 tópicos:

Abaixo segue uma versão adaptada e você pode também baixar aqui a versão completa.

O acesso às montanhas tem grandes benefícios: a oportunidade de recreação nessas áreas promove um melhor entendimento do ambiente natural e, consequentemente, o respeito pelo mesmo, além de promover o desenvolvimento sustentável local e a qualidade de vida.

O acesso a áreas de recreação em UC é um direito de todos. O desenvolvimento dessas áreas para a visitação não deve restringir a liberdade e autonomia dos visitantes, privilegiando sempre a diversidade de experiências buscadas por cada um.

Entendemos que a conservação e a recreação podem e devem se beneficiar mutuamente. Os visitantes devem cuidar e promover a conservação das áreas naturais, respeitando as propriedades, animais, vegetação, cultura local e outros.

Entendemos que é apropriado criar uma regulamentação de uso em locais com recursos não renováveis (sítios arqueológicos, por exemplo) e frágeis e, nesses casos, deve-se privilegiar a opção de visitação com a menor restrição possível, respeitando a autorregulamentação já praticada por visitantes, como os montanhistas.

Sempre que possível, o ingresso em uma área de recreação em montanha deve ser gratuito. Consideramos que o uso de taxas seja adequado em locais onde exista um manejo efetivo das áreas, desde que dentro de um valor acessível aos usuários e sem estarem condicionados à “venda casada” de serviços.

O montanhismo possui riscos inerentes que devem ser conhecidos e aceitos por seus praticantes. Cada montanhista deve escolher seus próprios desafios de acordo com sua capacidade técnica e experiência, tornando-se responsável pela sua própria segurança e de seu grupo. Este é um dos princípios mais intrínsecos ao montanhismo.

Considerando que a responsabilidade pessoal é parte inerente do montanhismo, os proprietários privados e os gestores de áreas públicas não devem ser responsabilizados civil e criminalmente por qualquer acidente.

A liberdade é um valor inerente ao montanhismo e ao espírito de montanha. É essencial que a liberdade de cada um termine onde começa a do próximo e que a mesma não exceda o respeito ao meio ambiente.

A autonomia é parte inerente do montanhismo. Deve-se priorizar a intervenção mínima na experiência dos visitantes, levando em conta a diversidade de experiências buscadas e necessidades de cada visitante, sem impor a contratação de serviços, como o acompanhamento obrigatório de guias, monitores, condutores ou outros profissionais.

O montanhismo e a escalada têm como premissa a aceitação dos desafios naturais que se apresentam, sem a introdução de estruturas que não sejam estritamente necessárias, deixando a possibilidade de vivenciar ambientes primitivos e privilegiando a diversidade de oportunidades.

É essencial conservar áreas naturais de montanha e deve-se utilizar parâmetros adequados para promover um manejo onde a pluralidade de motivações dos visitantes seja respeitada em consonância com o manejo para a conservação.